Sexo sem rotina
É possível manter uma vida sexual excitante em um casamento longo?
A rotina da vida adulta,família,casa,filhos,trabalho,interfere de forma contundente no sexo.Quando iniciamos um relacionamento,o parceiro é a nossa prioridade,fazemos tudo para estar junto,e arrumamos tempo e local para fazer sexo.A partir do momento que existe total disponibilidade, que estão sob o mesmo teto,as coisas complicam em vez de simplificarem.Na correria do dia a dia, o sexo sempre fica para depois.Por isso é preciso manter sempre o interesse,é preciso reconquistar todos os dias.Os casamentos de maior sucesso são aqueles que a toda hora precisam ser recontratados.
Sexo na terceira idade
Quem disse que o sexo perde o seu encanto na terceira idade?
Na terceira idade, a prática sexual tem lá suas diferenças, mas continua fazendo bem, oferecendo prazer e sensação de bem-estar. Cerca de 50% das pessoas acima de 60 anos – casadas ou que têm parceiros sexuais – relatam a prática de sexo a cada 15 dias mais ou menos.
“Além do sexo como o conhecemos, uma carícia, um toque ou uma troca de intimidades, muitas vezes, é sensual e tem o mesmo grau de prazer na terceira idade que o sexo tradicional tem para o jovem”, explica o geriatra do Einstein, Dr. Fabio Nasri.
“As pessoas se esquecem de que os mais velhos continuam tendo desejos, projeções, fantasias e afeto, que muitos jovens, inclusive, estão perdendo”, diz.
A terceira idade
Em países mais jovens e menos desenvolvidos, são consideradas da terceira idade as pessoas acima de 60 anos – é o caso do Brasil. Nos mais desenvolvidos e com uma população mais velha – como os Estados Unidos e os países europeus, aquelas acima de 65 anos.
Uma nova revolução
O surgimento do famoso medicamento azul para disfunção erétil, em 1998, provocou uma nova revolução sexual – essa repleta de possibilidades para os integrantes da terceira idade.
O medicamento pegou muitos casais de surpresa. Vários deles não praticavam o sexo há um bom tempo. Com a novidade, os homens sentiram-se dispostos a procurar por suas mulheres novamente, que nem sempre estavam preparadas para recomeçar uma vida sexual ativa.
Como se sabe, as mulheres tendem a cuidar mais da saúde do que os homens porque visitam seus médicos regularmente. Depois deste medicamento, o sexo tornou-se novamente um assunto em pauta no consultório.
Para aquelas interessadas em recomeçar uma vida sexual com seus parceiros, a questão da lubrificação vaginal é a dúvida mais comum. E não há complicações: hormônios locais, aplicados em forma de cremes diretamente na vagina, possibilitam um retorno normal à prática sexual.
Com o passar dos anos, um pesadelo que aterroriza alguns jovens vai deixando de ser um bicho de sete cabeças. Com a idade, os homens passam a demorar mais para ejacular e, por isso, a ejaculação precoce deixa de ser um problema.
Dificuldades e contraindicações
Não há contraindicações para o sexo na terceira idade, apenas restrições temporárias como, por exemplo, para quem acabou de passar por uma cirurgia – as mesmas indicadas para qualquer idade.
Algumas dificuldades de um corpo mais maduro, porém, podem impedir ou atrapalhar a prática. Para as mulheres, dores reumáticas e incontinência urinária são as principais. No segundo caso, aplicação de hormônio local pode conter o problema.
No caso dos homens, hipertensão e complicações com a próstata são as principais chatices.
Cerca de 50% dos que passaram dos 60 anos no Brasil são hipertensos; e os remédios para pressão tendem a diminuir a potência sexual. A boa notícia é que já existem medicamentos com menos efeitos colaterais desse tipo.
Pacientes com câncer de próstata que tiveram a produção de testosterona bloqueada podem ter dificuldade de ereção, assim como os que fizeram cirurgia para a retirada do órgão. Atualmente, porém, existem técnicas de extração da próstata que conseguem preservar, em alguns casos, os nervos responsáveis pela ereção.
Para pacientes com doenças coronárias ou problemas pulmonares, a indicação é que conversem com seus médicos e que realizem exames para avaliar a sua capacidade física. “No caso do coração, por exemplo, um teste ergométrico nos dá uma ideia de como o órgão se comportaria na hora do sexo”, explica o médico.
Alerta
Os medicamentos para disfunção erétil são contraindicados para pacientes com doenças das coronárias ou que tomam medicamentos vasodilatadores, já que eles mesmos são deste tipo, o que pode levar o paciente a sofrer uma vasodilatação excessiva.
Frequência e orgasmo
“É natural que, nessa faixa etária, a frequência sexual seja menor. Mas devemos considerar que a noção de sexo para eles é mais ampla. Muitos se satisfazem com as carícias. Nessa fase existe uma desobrigação do orgasmo e, com menos expectativas, muitas vezes a relação fica mais prazerosa”, afirma o geriatra.
Fertilidade na terceira idade
Diferente da menopausa – fenômeno que encerra os ciclos menstruais e ovulatórios de uma única vez – a andropausa (que acontece nos homens) acontece gradativamente com o passar dos anos.
Por isso, enquanto o homem produzir espermatozoides ele pode engravidar uma mulher. A diferença é que a produção será cada vez menor e o caminho até o óvulo ficará mais difícil. Por esta razão, muitos casais de homens mais velhos com mulheres mais jovens procuram inseminação artificial quando optam por ter um bebê.
Consenso é fundamental
Com a menopausa, a queda na libido da mulher é natural e elas começam a procurar menos por seus parceiros. Para elas, será cada vez mais importante sentirem a presença do homem, sua proximidade e suas carícias. “Nessa fase, especialmente se o homem toma algum medicamento para disfunção erétil ou continua sexualmente ativo, conversar e entrar em consenso é fundamental para não haver atrito entre os dois”, recomenda o Dr. Fábio Nasri.
Ainda sem perspectiva de um medicamento para as mulheres, a utilização de testosterona no combate à perda de massa muscular e óssea tem se mostrado positiva para elas. O tratamento acaba ajudando no aumento da libido.
Felicidade na terceira idade
Considerando a história do ser humano, a terceira idade é praticamente uma novidade. A expectativa de vida no Brasil em 1900, por exemplo, era de 33 anos. Hoje, é de 75. “Envelhecer é novo e muitos idosos ainda têm dificuldade de lidar com as perdas que vieram com o fim da chamada segunda idade, como a capacidade e a frequência sexual, a perda de amigos, de trabalho e até financeira”, avalia o Dr. Nasri.
“Aqueles que entenderem o seu envelhecimento e entrarem em consenso com as suas novas características, terão menos dificuldade em lidar com a sua terceira idade. Já aqueles que não aceitarem, tentarão ter atitudes de jovens por acreditar que estarão envelhecendo menos. Mas envelhecer é natural e quanto mais cedo nos prepararmos, melhor será a nossa aceitação”, conclui o médico.
FONTE: www.einsten.com
Sexo também é saúde
Sexo também é saúde
Tire suas dúvidas, conheça os benefícios e entenda a diferença entre homens e mulheres
Como no dia a dia, homens e mulheres são bastante diferentes quando o assunto é sexo. Na cama, as expectativas de cada um podem correr em sentidos opostos, mas o comum acordo entre o casal pode fazer muito bem à relação. Entenda os benefícios do sexo e de que forma ele pode ser mais gostoso para homens e mulheres.
Por que sentimos prazer no sexo?
É inerente ao ser humano ter prazer no contato físico com outra pessoa. As fantasias de cada um mobilizam a busca por um parceiro ideal. Os órgãos do sentido trazem estímulos e, a partir daí, inicia-se o chamado “Ciclo de Resposta Sexual” – desejo, seguido de excitação, orgasmo e resolução. Sexo é prazeroso porque reequilibra, descarrega tensão e dá sensação de bem-estar.
Do que as mulheres mais gostam?
Proximidade física, intimidade e cumplicidade são fundamentais para que se sintam disponíveis e interessadas. Elas não procuram apenas contato genital. As ‘preliminares’ excitam e estimulam as mulheres para iniciarem o “Ciclo de Resposta Sexual” com sucesso. Diferentes dos homens, não buscam necessariamente o orgasmo e nem se obrigam a senti-lo.
Do que os homens mais gostam?
Do sexo genital, geralmente com penetração, ejaculação e orgasmo. Do ponto de vista biológico, sentem-se espalhando sua semente, implantando vida em alguém.
Principais benefícios do sexo
Ativa a circulação sanguínea, traz recompensa da proximidade física – que melhora o humor – e sensação de bem-estar pela liberação de endorfinas. Se o sexo não for satisfatório ou de boa qualidade, pode ser um instrumento para trazer à tona que a saúde ou a relação não vai bem.
Gasto de calorias
Relações sexuais gastam calorias, mas menos do que as pessoas imaginam – a não ser que seja realizada vigorosamente e à exaustão. Uma transa em que os dois se movimentam semelhantemente equivale a três voltas, a passos rápidos, em um quarteirão.
Pele bonita
Como o sexo ativa a circulação, a pele e as mucosas ficam mais nutridas. É como exercícios físicos, com a vantagem da proximidade com o outro, que dão sensação de aconchego e bem-estar.
Ajuda o coração?
Novamente, a ativação da circulação sanguínea é positiva para o coração. Mas a menos que o problema seja emocional – “coração machucado” – a relação sexual não trará benefícios específicos para o órgão vital.
Quanto mais eu fizer, mais vou querer fazer?
É verdade que, quanto mais se faz, mais o corpo se prepara para fazer novamente. Mulheres na menopausa, por exemplo, geralmente têm atrofia da mucosa da vagina. As que fazem mais sexo sofrem menos com o problema do que as que fazem pouco.
Do ponto de vista biológico, a prática também deixa o corpo mais interessado em sexo porque libera mais hormônio sexual na corrente sanguínea. Se o sexo for de boa qualidade, aumenta a vontade de fazer de novo. Se for ruim, pode causar frustração e diminuir a vontade de repetir a dose.
Preocupação masculina
Os homens se preocupam muito com o assunto embora, geralmente, tenham um pênis de tamanho satisfatório. Não se sabe a porcentagem de homens que pensam que têm pênis pequeno, mas 2% deles são realmente obcecados com o assunto. Como não há comprovação científica de tratamentos de aumento de tamanho, o ideal é que procurem acompanhamento médico e terapia psicológica.
Falta de libido: o que fazer?
As causas são divididas em:
Dificuldades do casal – vínculo, relacionamento, conflito
Falta de atração sexual
Doenças físicas, como disfunção hormonal (falta de testosterona ou de estrógeno) e diabetes
Causas psíquicas, como a depressão
Uso de medicamentos como anti-hipertensivos e antidepressivos
Para combater a falta de libido, o mais importante é diagnosticar a causa. A falta de atração pode ser pontual e por aquela pessoa exclusivamente; no caso de crises e conflitos entre os casais, a indicação é resolver o problema entrando em consenso; doenças físicas devem ser tratadas com auxílio médico; e se o problema for os medicamentos, o ideal é modificar o tratamento, sempre sob orientação médica.
Problemas da falta de sexo
A falta de sexo pode causar depressão quando o indivíduo precisa dele, não realiza e se frustra. Pode gerar problemas de auto-imagem, baixa auto-estima, sensação de rejeição, irritação e falta de concentração. A estabilidade emocional também pode ser comprometida e podem surgir problemas psicossomáticos, como dor de cabeça, dor de estômago e hipertensão.
Zonas mais erógenas da mulher
Nem todas são iguais, mas geralmente sentem mais prazer nos seguintes pontos, nessa ordem: clitóris, mamas, região externa da vagina, pescoço, lábios, barriga e costas.
Zonas mais erógenas do homem
Apesar do que elas dizem, eles também não são todos iguais, e geralmente gostam de ser tocados nos genitais (primeiro no pênis, depois nos testículos), no tronco e nas costas.
O poder do olfato
Não existe comprovação científica de que as mulheres exalam feromônio como outros animais, com cães e gatos, por exemplo. Por outro lado, são mais procuradas pelos homens na fase de ovulação. Quanto ao cheiro do homem pesquisas realizadas, com mulheres que cheiraram camisetas suadas de homens desconhecidos, indicaram que elas preferem aquelas de homens mais atraentes fisicamente, mais fortes e mais capacitados como provedor.
Para alguns homens, o cheiro da lubrificação vaginal pode ser muito excitante – quando entendem que é uma resposta à excitação que estão provocando. Já para as mulheres, não há indícios de que se excitem com o cheiro do genital masculino ou do sêmen.
Sexo com amor
O sexo realizado com quem se ama pode oferecer maior atração sexual. A prática é geralmente mais emocional e tem mais entrega e sintonia do casal, mas não é necessariamente mais prazerosa.
Cuidado com a rotina!
A rotina, a ideia de falta de tempo, os filhos e a falta de privacidade são fatores que podem diminuir naturalmente a frequência das relações sexuais de um casal. O acúmulo de mágoas e ressentimentos também. O ideal é tentar não sucumbir ao cotidiano, fazer passeios a sós eventualmente, buscar momentos de privacidade e não acumular as mágoas que, imperceptivelmente, podem distanciar o casal.
Viciados em sexo
Eles existem e são chamados compulsivos sexuais. São cerca de 2% da população e, na maioria, homens. São considerados doentes quando a frequência sexual interfere no seu cotidiano. Alguns vivem em função do sexo, procuram vários parceiros e sexo pago, não conseguem dormir ou trabalhar. Se diagnosticada a doença, precisa de tratamento.
Fonte: Dra. Carmita Abdo, psiquiatra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora do Prosex – Projeto Sexualidade da USP.
Freqüência da atividade sexual
Freqüência de atividade sexual
Uma dúvida comum, principalmente entre os homens, é a quantidade de vezes que é “normal” manter relações sexuais, na semana ou no dia. Se a quantidade for grande ou pequena, é importante saber se está havendo algum problema.
Disfunção sexual ocorre quando a relação se apresenta desconfortável ou dolorosa para um ou para os dois parceiros e/ou quando há dificuldades, inibições ou exageros que levam à considerável ansiedade e impedem que a atividade sexual ocorra da forma como a pessoa desejaria.
Doenças físicas, como hipertensão, aumento do colesterol e diabetes mellitus, não tratadas, também podem levar a problemas sexuais.
Quando um homem quer saber qual o número “normal” de relações sexuais por semana, tem-se que levar em consideração uma série de fatores. A primeira pergunta é: quantas vezes gostaria de manter relações sexuais?
Depois, saber se está satisfeito com este número e com o seu desempenho sexual. A quantidade de relações sexuais por semana é muito individual e característica de cada pessoa ou casal.
Segundo pesquisa nacional que contou com 2.835 indivíduos (47% homens e 53% mulheres), realizada em, em sete estados do Brasil, os homens têm número maior de relações sexuais que as mulheres Quando há diferenças nesta área, os membros do casal procuram se adaptar e compatibilizar os desejos de um em relação ao outro. Quando isso não é possível, a relação se complica.
Uma conversa aberta e franca sobre os próprios desejos, necessidades e expectativas de um em relação ao outro e a si próprio pode ajudar, levando o casal a um acordo, em grande parte dos casos.
Cada pessoa, à medida que vive sua vida sexual, vai descobrindo qual é o número que o deixa tranqüilo e satisfeito.
Fonte(s):
• (1) ABDO, C. H. N. ; MOREIRA Jr., E. D. ; FITTIPALDI, J. A. – Estudo do Comportamento Sexual no Brasil – ECOS Rev Bras Med 57 (11) : 1329-1335, 2000.
Dez perguntas mais freqüentes sobre sexo
Dez perguntas mais comuns sobre sexo
1) Como evitar as doenças sexualmente transmissíveis?
O uso de preservativo em todas as relações sexuais (sempre!) é a única forma segura de prevenção.
2) Qual é o melhor método para evitar filhos?
Tabelinha, pílula anticoncepcional, preservativo, creme vaginal espermicida, dispositivo intra-uterino (DIU), vasectomia e laqueadura de trompas são alguns dos métodos mais usados. O que oferece maior segurança, em adultos e sem ser definitivo é a pílula.
3) Quais as dificuldades de desempenho sexual mais freqüentes em homens e mulheres?
A disfunção erétil ou impotência atinge cerca de 47% dos homens brasileiros. A ejaculação precoce acomete 16% deles. Entre as mulheres, 35% sofrem de falta de desejo sexual e 30% de dificuldade para atingir o orgasmo. Todas essas queixas podem ser enfrentadas e superadas com acompanhamento de médicos e psicólogos. Esses números são do Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro (ECOS) (leia mais sobre o ECOS em outras seções do site).
4) Por que às vezes falta desejo sexual?
A falta de desejo sexual pode ser conseqüência de problemas hormonais, depressão, ansiedade, incompatibilidade com o parceiro, estresse, inibição, cansaço. É necessário procurar um médico, identificar a origem do problema e tratá-lo.
5) Por que temos fantasias sexuais? Elas são saudáveis?
As fantasias sexuais são geradas pelo desejo sexual e também o alimentam. Brotam espontaneamente ou são provocadas por um som, um toque, um perfume, uma visão, um sabor. Em geral são positivas. Podem tornar o ato sexual mais interessante. Se levam a práticas violentas, podem de tornar perigosas e merecerem atenção de especialista.
6) Masturbação é saudável?
Sim. É uma forma de conhecer o corpo ou a forma possível de sexo, quando não se tem parceiro(a).
7) Por que os homens falham na cama?
Os homens podem ter problemas de ereção por razões de ordem física, emocional ou ambas. Entre as causas físicas estão: diabetes, colesterol alto, tabagismo, hipertensão e alcoolismo. As principais causas emocionais são: depressão, ansiedade, estresse e insegurança. O envelhecimento também pode acompanhar-se de problemas de ereção.
Alguns medicamentos podem inibir a atividade sexual?
Sim. Esse é um dos efeitos colaterais dos antidepressivos, por exemplo. Mas há maneiras de minimizar o problema. O médico poderá estudar qual a mais adequada.
9) Por que as pessoas traem?
A insatisfação sexual é o motivo mais alegado pelos homens. De maneira geral, se alguém busca uma companhia diferente é porque não está satisfeito emocional, intelectual ou sexualmente. Pode ser, ainda, uma característica da pessoa.
10) Como se sabe se uma pessoa é homossexual?
Verificando para onde se volta sua atração sexual. Se alguém se sente atraído pelo sexo oposto, tem orientação heterossexual. A atração sexual por pessoas do mesmo sexo é indicativa de homossexualidade.
Fonte(s):
• Projeto Sexualidade (ProSex) respondeu à Revista Veja (Edição Especial), ano 34, número 48, página 45 (Texto adaptado).
“Falta de prazer” em mulheres
A queixa sexual mais freqüente entre as mulheres é a “falta de prazer”. Essa afirmação pode estar expressando vários problemas diferentes, tais como: falta de desejo sexual, falta de excitação, dor à penetração, dificuldade em obter o orgasmo, etc.
Nesse texto, abordamos sobre a dificuldade das mulheres em obter orgasmo. A chamada disfunção orgásmica se caracteriza pelo atraso ou ausência constante do orgasmo, mesmo havendo desejo e excitação durante o ato sexual. Essa disfunção pode ser superada através de alguns cuidados pessoais e conjugais, os quais orientamos a seguir.
• Conhecer o próprio corpo – muitas mulheres iniciam a atividade sexual (e assim permanecem) sem saber em quais pontos do seu corpo preferem ser tocadas e de que maneira estes “carinhos” podem se tornar mais agradáveis. Com a prática da masturbação, as mulheres podem descobrir suas preferências e, então ensiná-las ao parceiro, evitando a falta de objetividade necessária (dela e do parceiro) para atingirem o orgasmo.
• Evitar sentimentos de ansiedade e raiva em relação ao parceiro – problemas e mal entendidos devem ser dialogados pelo casal. Através de conversas (francas e abertas) evita-se a cronificação do desentendimento.
• Diferenciar preconceitos (idéias erradas) de informações comprovadas por especialistas – mitos e preconceitos que envolvem a sexualidade feminina podem dificultar o prazer sexual. Por exemplo, muitas mulheres sentem intensa satisfação ao serem tocadas na região do clitóris, mas – não considerando o orgasmo clitoridiano (no clitóris) como “o ideal” – buscam o vaginal (dentro da vagina). Além desse último ser mais difícil de se obter, a tentativa do orgasmo na vagina inviabiliza, para essas mulheres, a satisfação com o orgasmo possível (clitoridiano).
• Evitar ou procurar ajuda para modificar certas situações existenciais – fadiga, conflitos conjugais, falta de atração pelo parceiro, depressão, entre outros podem causar a disfunção orgásmica.
Previne-se a disfunção orgásmica feminina, fundamentalmente, através de atenção, afeto e intimidade com o seu próprio corpo e com o seu parceiro. Cada mulher tem a sua maneira de chegar ao seu prazer. Conhecer e comunicar são o que fazem a diferença.
