Exercícios na terceira idade

Mexa-se na terceira idade

Quando parece que o corpo não aguenta mais os esforços de atividades cotidianas, nada melhor que revigorá-lo com atividades físicas regulares. É o que mostra uma pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Hebrew University Hadassah Medical School, de Jerusalém, que acompanhou 1.861 voluntários entre 70 e 88 anos. O estudo concluiu que aqueles que praticavam atividades físicas regularmente aumentaram a expectativa de vida em 15% depois dos 70 anos e permaneceram independentes por mais tempo.
A prática do exercício físico na terceira idade pode retardar o aparecimento de complicações e trazer vários benefícios. “Diminui o risco cardiovascular, aumenta a massa muscular e a óssea, melhora a coordenação, a flexibilidade, a força muscular, assim como a atenção, o equilíbrio e a conscientização corporal”, explica Telma de Almeida Busch Mendes, fisioterapeuta e coordenadora da pós-graduação em Gerontologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Não é somente o corpo que agradece. Também do ponto de vista psicológico a atividade física traz grandes benefícios. Associada à socialização, pode ajudar no equilíbrio do humor, diminuir a ansiedade e até atuar como coadjuvante em alguns casos de depressão leve, segundo o dr. Mário Sérgio Rossi Vieira, fisiatra e médico do esporte do HIAE.

Devagar se vai longe

Antes de tudo, porém, é preciso consultar um médico especialista na área (médico do esporte, cardiologista, geriatra ou fisiatra). Esses especialistas avaliam as condições físicas da pessoa e prescrevem os exercícios mais adequados. São analisados também os diferentes componentes da aptidão física: condicionamento cardiorrespiratório, resistência e força muscular, flexibilidade e composição corporal, que inclui as proporções de massa magra (músculos) e massa gorda (gorduras) do corpo. “Isso assegura a realização dos exercícios em uma faixa de segurança e, desse modo, a manutenção da mobilidade, da agilidade e da força muscular, prolongando a independência do idoso”, diz o fisiatra.

O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética
Os exercícios aeróbicos de baixa ou moderada intensidade e impacto, como caminhada e hidroginástica, em geral são os mais indicados para quem quer fazer apenas um condicionamento. O ideal é intercalar exercícios aeróbicos, que melhoram o condicionamento cardiovascular, com exercícios resistidos com carga de moderada intensidade para ganhar força e resistência. Estes devem respeitar intervalos entre 24 e 48 horas.

O recomendado é realizar 30 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana, em intensidade moderada e de forma contínua ou acumulada. Ou então praticá-los no mínimo três vezes por semana por 1 hora. Caso a pessoa seja sedentária, deve começar fazendo exercícios duas vezes por semana, alternando com caminhada. “O objetivo é ir aumentando ambos progressivamente”, diz a fisioterapeuta.

Aprender a alongar-se adequadamente é outro fator essencial para melhorar a qualidade de vida. “O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética”, explica o dr. Mário Sérgio.

Limitações monitoradas

Caso o idoso necessite de fisioterapia, terá a pressão monitorada e será estabelecido um limite de frequência cardíaca, determinado após avaliação com testes específicos. Todos os objetivos são individuais e devem ser informados ao paciente, para que conheça o próprio corpo e aprenda a respeitá-lo. Afinal, como afirma a fisioterapeuta Telma, “praticar qualquer atividade física com segurança é ser capaz de reconhecer os limites e quando algo está errado.

O mais comum é repetir de oito a dez vezes as séries de exercícios, com 1 ou 2 minutos de descanso entre uma e outra, para que o músculo recupere a atividade metabólica e a frequência cardíaca volte a patamares seguros. E cabe ao especialista que acompanha o idoso informar ao médico qualquer alteração em seu quadro.

Fonte: www.einstein.com.br

Menopausa e Climatério


O climatério é uma fase da vida, natural a todas as mulheres. Quando uma mulher atinge o climatério, normalmente por volta dos 50 anos, ocorre redução de hormônios sexuais e como resultado a diminuição da menstruação.

Alguns Sintomas

Embora algumas mulheres possam não apresentar nenhum sintoma, em geral, os principais sinais do climatério são ciclos menstruais irregulares que podem variar de alguns meses até alguns anos.

A ausência da menstruação durante um ano é o principal sinal de que  a mulher entrou na menopausa . As alterações hormonais nesse período podem provocar ondas de calor, suores noturnos, palpitações, transtornos do sono, diminuição da libido, ansiedade e alterações do humor.

Uma das mudanças mais importantes é a perda de massa óssea que pode levar a osteoporose.

Por isso, a prevenção é importante.

Viva muito bem com a menopausa

É preciso enfatizar que, se as mulheres realizarem os procedimentos adequados e se estiverem livres de temores infundados, o climatério pode ser para elas um período de renascimento e de busca de novas experiências, inclusive no que diz respeito ao campo sexual .

Há vida durante e após a menopausa, e essa vida pode ser completa, agradável e produtiva, só depende de você tomar os cuidados necessários e se gostar. Manter-se bem informada sobre a menopausa pode ajuda-la a reduzir os efeitos negativos e a descobrir uma nova vida está começando. Há diferentes tipos de tratamentos disponíveis para ajudar seu organismo, você poderá conversar com o seu médico para descobrir qual é o mais adequado para o seu caso.

Ref. ABC da Saúde (www.abcdasaude.com.br)