Novidades sobre o tratamento da endometriose

A endometriose é uma doença que traz um grande desconforto as mulheres,causando por vezes dores intoleráveis,mudando a rotina diária,impedindo as atividades do dia a dia.Tem como principais sintomas a dor pélvica crônica,dismenorréia ( cólicas menstruais),dispareunia ( dores na relação sexual),irregularidade menstrual,dificuldade para engravidar,sem contar os sintomas urinários e até mesmo intestinais.Não tem sua etiologia ( causa) bem definida.O diagnóstico de certeza é feito pela visualização direta das lesões,através da videolaparoscopia.O tratamento é cirúrgico ( exerése das lesões) e clínico .Até agora o tratamento eficaz se baseia no uso de substancias anti-hormonais ,os análogos do gnrh,que aliviam os sintomas mas trazem alguns efeitos colaterais ( fogachos,resecamento vaginal,alteração de peso,e redução de massa óssea ),e devido a isto seu uso é por tempo limitado.Uma nova droga ,o dienogest, vai trazer um avanço no tratamento,pois reduz substancialmente os sintomas,e pode ser utilizado por longos períodos.Esta medicação já existe em contraceptivos,e devera ser lançada de forma isolada nos próximos meses.

O câncer do colo do útero

Fique sabendo:

1.A cada ano o câncer do colo uterino acomete 20.000 mulheres no Brasil, é o segundo câncer mais comum entre as brasileiras.

2.Em 99% dos casos o câncer do colo uterino esta associado ao vírus papilomavírus humano ( HPV ),transmitido principalmente no contato sexual.

3.Dos 140 tipos de HPV,14 estão associados a tumores malignos.Dois deles, o HPV 16 eo HPV 18, respondem por 70% da doença.

4.Com o exame de papanicolaou,que analisa a morfologia das células do colo uterino,o índice de resultados falsos negativos é de 10%.

5.Com os novos testes moleculares em estudo,que investigam diretamente a presença do HPV nas células, a taxa de resultados falsos negativos é de 1%.

Hormônios Bioidênticos – Saiba a verdade

Hormônios Bioidênticos

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e o crescimento do número de idosos no país, cada vez mais médicos e especialistas se deparam com questões relacionadas às terapias contra o envelhecimento. Dessa forma, uma delas é a reposição hormonal.

Muito se fala, hoje, dos chamados Hormônios Bioidênticos, substâncias hormonais que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos no corpo humano. A nomenclatura, no entanto, está sendo utilizada, indevidamente, apenas para os hormônios manipulados, como se fossem novas opções de tratamento quando, na verdade, há muito tempo hormônios bioidênticos são produzidos em indústrias farmacêuticas e estão disponíveis nas farmácias.

Para o Dr. Ricardo Meirelles, o uso do termo vem sendo feito com objetivos evidentemente comerciais, como uma forma de marketing. “Na realidade, quando um médico prescreve tiroxina(hormônio tiroidiano), estradiol e progesterona natural (hormônios ovarianos), testosterona (hormônio masculino), hormônio do crescimento e outros, está receitando hormônios bioidênticos, no sentido de que são hormônios cuja fórmula molecular é igual à dos produzidos pelo corpo humano”, afirma.

De acordo com a Dra. Ruth Clapauch*, o uso dos bioidênticos pode ser apropriado, porém devem ser utilizados com cautela. “Eles são importantes para controlar os níveis hormonais no organismo, repondo o que falta no nosso corpo, mas somente um endocrinologista estará apto para receitá-los de maneira correta, na dose ideal, evitando complicações futuras”, afirma. Para ela, médicos devem estar atentos e dar preferência na prescrição médica a produtos produzidos com tecnologia de ponta e não artesanalmente, onde possa estar garantido o grau de pureza, dosagem, estabilidade, absorção, eficácia e segurança. “Fórmulas manipuladas podem apresentar diferenças em relação a substâncias testadas pela indústria farmacêutica, que passaram por estudos em laboratório, em animais e em pessoas antes que fossem aprovadas  para comercialização”, afirma.

A doutora relembra o posicionamento Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos. Ele adverte que a fabricação individualizada de um hormônio, a tal “customização”, é praticamente impossível de ser alcançada “porque os níveis de hormônio no sangue são difíceis de medir e regular devido às variações fisiológicas”. Além disso, segundo o posicionamento, não há estudos que atestem os benefícios e riscos dos bioidênticos manipulados.

A especialista concorda com o texto. “Muitos dos manipulados não são controlados pelos órgãos de vigilância sanitária, ao contrário daqueles fabricados pelos grandes laboratórios, que foram testados e estudados”, afirma. “Com hormônios industrializados, fica mais fácil para que o médico individualize a reposição hormonal, já que não existem oscilações nem inconsistência na quantidade das substâncias”, completa.

Embora muitos médicos defendam que os bioidênticos sejam a chave para reduzir o processo de envelhecimento do corpo de maneira natural, nada está comprovado cientificamente e a população deve tomar cuidado com tais promessas. “Alguns especialistas defendem o fato de que os bioidênticos manipulados são naturais e, por causa disso, o organismo seria capaz de metabolizá-lo da mesma forma que faria com um hormônio do próprio corpo. No entanto, eles são produzidos de maneira artificial, e sofrem alterações em sua estrutura química”, alerta a Dra. Ruth.

(*)Dra. Ruth Clapauch
Formação
Residência médica + curso de especialização em Endocrinologia (IEDE)
Título de especialista em Endocrinologia
Mestrado (UFRJ) e Doutorado (UERJ)
Professora de pós graduação em Endocrinologia

Atualmente é vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia, já tendo sido presidente deste Departamento em 2 gestões
Membro da Comissão de Educação Médica Continuada da SBEM
Autora de diversos artigos em revistas científicas nacionais e internacionais sobre reposição hormonal

Infecções urinárias

A cistite, popularmente conhecida como infecção urinária, é pouco comum entre os homens, mas bastante frequente entre as mulheres. Chega a atingir até dez por cento delas. Mas a boa notícia é que pode ser prevenida com dois pequenos esforços: ingerir bastante água e urinar periodicamente.

Não urinar por muito tempo e ingerir pouco líquido são fatores de risco para a doença

Como qualquer infecção, a cistite (infecção na bexiga) é causada por um microorganismo – no caso, uma bactéria presente na vagina ou no aparelho intestinal baixo (ânus e reto) da mulher.

Contaminação

A entrada dessa bactéria na bexiga é favorecida por tudo que a empurre na direção do órgão, como o próprio ato mecânico da relação sexual. Após uma relação anal, por exemplo, mesmo que o homem lave o pênis, as bactérias podem se instalar ali e contaminarem a mulher em uma próxima relação sexual. Se a relação anal for seguida diretamente por uma relação vaginal, os riscos são ainda maiores.

Mulheres com intestino preso têm mais chance de terem cistite, porque a proliferação de bactérias no organismo é maior. Já as mulheres que praticam bastante sexo também aumentam a chance de contraírem a doença, uma vez que a frequência facilita a aproximação da bactéria à bexiga.

Sintomas

Os principais são:

  • vontade frequente de urinar
  • liberação de pouca urina
  • dor na região do baixo ventre
  • possível perda de sangue junto à urina

Risco

O maior risco de uma cistite sem tratamento adequado é facilitar o caminho de uma infecção urinária mais séria.

A partir do momento em que a bactéria se instalou na bexiga, ela pode ser levada até o rim. Nesse caso, passa a ser uma infecção muito mais grave, que pode até mesmo desenvolver infecções em todo o corpo.

Homens x mulheres

A cistite é mais comum entre as mulheres do que entre os homens, principalmente porque a distância a ser vencida pela bactéria até a bexiga é maior no caso deles.

A uretra – canal condutor da urina – das mulheres tem de quatro a cinco centímetros, enquanto a dos homens tem aproximadamente 12 centímetros.

Prevenção e tratamento

A prevenção e o tratamento da cistite podem ser bem simples, desde que seguidos à risca pelas mulheres.

A maior recomendação para a prevenção da cistite realmente é, além da ingestão de muita água, urinar periodicamente para lavar bem a bexiga e a uretra.

Mulheres que seguram muito a urina ou que deixam para usar o banheiro apenas quando estão em casa também têm mais chances de terem cistite.

No tratamento, a alta ingestão de água – mais do que os dois litros recomendados para o dia a dia – e o subsequente aumento da urina resolvem de 60 a 70% dos casos.

Nos casos mais graves, um tratamento com antibióticos dá conta de tratar a doença. O importante é lembrar que a prevenção e o tratamento precoces são ótimos aliados contra as infecções urinárias mais graves.

Anticoncepcionais -Hormonios que cuidam do corpo

A eficácia da pílula anticoncepcional na prevenção da gravidez não planejada é amplamente conhecida. Pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) revela que 70% das usuárias não têm intenção de mudar de método contraceptivo. O que talvez muitas mulheres não saibam é que os benefícios hormonais do medicamento vão além, passando pelos tratamentos da síndrome dos ovários policísticos e de problemas de pele, como espinhas.

“As pílulas devem ser adaptadas ao perfil de cada paciente, proporcionando, assim, benefícios à saúde e ao corpo”, define a professora livre-docente Angela Maggio da Fonseca, da clínica de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Os hormônios presentes na pílula ajudam a manter a regularidade dos ciclos menstruais e diminuem o fluxo de sangue. Os medicamentos com componentes antiandrogênicos melhoram a acne e o hirsutismo. Também são indicadas às pacientes que apresentam cistos nos ovários e para tratamento da endometriose”, completa a médica, coautora do livro Tratado de Ginecologia – Condutas e Rotinas da Disciplina de Ginecologia da FMUSP.

A regularização da menstruação, por exemplo, pode contribuir para a redução de quadros de anemia. Até mesmo quando a anomalia é intensa, o medicamento, se ingerido de maneira contínua, impede as perdas de sangue, aliviando o problema.

A pílula também é utilizada para tratamento de alterações menstruais causadas, por exemplo, pela síndrome dos ovários policísticos.

Esse distúrbio é caracterizado por períodos sem menstruação ou falta de ovulação e ser causa de infertilidade em algumas pacientes. Segundo a Dra. Angela, como na síndrome, ocorre aumento dos níveis de androgênios, as pacientes podem apresentar sinais clínicos de hiperandrogenismo ou aumento de androgênios no sangue, levando a hirsutismo, acne ou obesidade androgênica.

“O ultrassom mostra ovários geralmente aumentados de volume, com 12 ou mais cistos menores que 1 centímetro, localizados um ao lado do outro na superfície do ovário. A pílula é indicada nesses casos, pois inibe os estímulos centrais (gonadotrofinas) que atuam irregularmente no local, inibindo, portanto, a formação de cistos, e, com isso, a produção de androgênios”, acrescenta.

Endometriose e saúde da pele

Os hormônios presentes nas pílulas anticoncepcionais também podem combater a endometriose, doença caracterizada pela presença do endométrio (camada que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina.

É comum “associar ao problema uma ampla gama de sintomas, como dor pélvica no baixo ventre – com piora acentuada durante as menstruações –, incômodo na relação sexual e infertilidade”, explica a Dra. Angela. “Quando ingerida continuamente, a pílula ajuda contra a endometriose, pois inibe a menstruação e, portanto, o sangramento desses focos ectópicos, levando, no longo prazo, à inibição dos mesmos.”

A qualidade da pele também pode ser melhorada, principalmente no caso dos medicamentos que possuem progestógenos antiandrogênicos (acetato de ciproterona e drospirenona). Isso ocorre ao se evitar estimulação excessiva dos receptores androgênicos dos folículos pilo-sebáceos, que eleva a produção de gordura, deixando a pele mais oleosa.

Juntamente com a predisposição genética, o excesso de óleo na pele leva à hiperqueratinização (produção excessiva de células mortas contendo queratina), com o surgimento de “comedões (cravos), que, aliados a alterações da flora bacteriana, ocasionam o aparecimento de pápulas, cistos e pústulas, que, ao se romperem, deixam cicatrizes”, avalia a professora livre-docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da FMUSP.

“Os progestógenos antiandrogênicos das pílulas anticoncepcionais bloqueiam os receptores androgênicos e inibem a produção de gordura, ocorrendo, assim, a melhora da acne”, conclui.

Exercícios na terceira idade

Mexa-se na terceira idade

Quando parece que o corpo não aguenta mais os esforços de atividades cotidianas, nada melhor que revigorá-lo com atividades físicas regulares. É o que mostra uma pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Hebrew University Hadassah Medical School, de Jerusalém, que acompanhou 1.861 voluntários entre 70 e 88 anos. O estudo concluiu que aqueles que praticavam atividades físicas regularmente aumentaram a expectativa de vida em 15% depois dos 70 anos e permaneceram independentes por mais tempo.
A prática do exercício físico na terceira idade pode retardar o aparecimento de complicações e trazer vários benefícios. “Diminui o risco cardiovascular, aumenta a massa muscular e a óssea, melhora a coordenação, a flexibilidade, a força muscular, assim como a atenção, o equilíbrio e a conscientização corporal”, explica Telma de Almeida Busch Mendes, fisioterapeuta e coordenadora da pós-graduação em Gerontologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Não é somente o corpo que agradece. Também do ponto de vista psicológico a atividade física traz grandes benefícios. Associada à socialização, pode ajudar no equilíbrio do humor, diminuir a ansiedade e até atuar como coadjuvante em alguns casos de depressão leve, segundo o dr. Mário Sérgio Rossi Vieira, fisiatra e médico do esporte do HIAE.

Devagar se vai longe

Antes de tudo, porém, é preciso consultar um médico especialista na área (médico do esporte, cardiologista, geriatra ou fisiatra). Esses especialistas avaliam as condições físicas da pessoa e prescrevem os exercícios mais adequados. São analisados também os diferentes componentes da aptidão física: condicionamento cardiorrespiratório, resistência e força muscular, flexibilidade e composição corporal, que inclui as proporções de massa magra (músculos) e massa gorda (gorduras) do corpo. “Isso assegura a realização dos exercícios em uma faixa de segurança e, desse modo, a manutenção da mobilidade, da agilidade e da força muscular, prolongando a independência do idoso”, diz o fisiatra.

O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética
Os exercícios aeróbicos de baixa ou moderada intensidade e impacto, como caminhada e hidroginástica, em geral são os mais indicados para quem quer fazer apenas um condicionamento. O ideal é intercalar exercícios aeróbicos, que melhoram o condicionamento cardiovascular, com exercícios resistidos com carga de moderada intensidade para ganhar força e resistência. Estes devem respeitar intervalos entre 24 e 48 horas.

O recomendado é realizar 30 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana, em intensidade moderada e de forma contínua ou acumulada. Ou então praticá-los no mínimo três vezes por semana por 1 hora. Caso a pessoa seja sedentária, deve começar fazendo exercícios duas vezes por semana, alternando com caminhada. “O objetivo é ir aumentando ambos progressivamente”, diz a fisioterapeuta.

Aprender a alongar-se adequadamente é outro fator essencial para melhorar a qualidade de vida. “O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética”, explica o dr. Mário Sérgio.

Limitações monitoradas

Caso o idoso necessite de fisioterapia, terá a pressão monitorada e será estabelecido um limite de frequência cardíaca, determinado após avaliação com testes específicos. Todos os objetivos são individuais e devem ser informados ao paciente, para que conheça o próprio corpo e aprenda a respeitá-lo. Afinal, como afirma a fisioterapeuta Telma, “praticar qualquer atividade física com segurança é ser capaz de reconhecer os limites e quando algo está errado.

O mais comum é repetir de oito a dez vezes as séries de exercícios, com 1 ou 2 minutos de descanso entre uma e outra, para que o músculo recupere a atividade metabólica e a frequência cardíaca volte a patamares seguros. E cabe ao especialista que acompanha o idoso informar ao médico qualquer alteração em seu quadro.

Fonte: www.einstein.com.br

Métodos anticoncepcionais

MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS.

• “A Escolha do Método Anticoncepcional”.

Há pessoas que decidem não ter filhos. Outras decidem tê-los a partir de determinada idade quando se estabilizam na carreira profissional ou vivem em parceria estável. Outras planejam o número de filhos que desejam ter e a distância entre uma gravidez e outra. Há também os adolescentes que previnem a gravidez por estarem estudando, se iniciando no mercado de trabalho e por dependerem da família. Há pessoas que evitam a gravidez por risco à própria saúde ou à dos filhos. E há também aquelas que exercem plenamente sua sexualidade somente se não viverem na ansiedade da gravidez não programada.

Além destas diferentes razões levantadas por mulheres, homens e casais, somam-se as políticas públicas de planejamento familiar que visam o controle da natalidade, a fim de gerir o acesso da população aos recursos destinados à educação, à saúde, à habitação, à alimentação, ao trabalho e à infra-estrutura social.

Na maioria das sociedades foi destinada à mulher a responsabilidade de controlar a concepção, pois “é ela quem engravida”. Esta é uma razão possível do porquê existirem mais métodos anticoncepcionais para a mulher do que para o homem. Por outro lado, nos últimos 40 anos os anticoncepcionais permitiram à mulher – sobretudo dos meios urbanos – uma vida sexual mais livre, saudável e prazerosa, sem gestações sucessivas que interrompiam as trajetórias estudantil e profissional ou acumulavam danos ao organismo.

Para atender às expectativas contraceptivas de um corpo social tão complexo e diversificado, estão disponíveis vários métodos anticoncepcionais que atendem aos diferentes níveis de situação econômica, de acesso à informação, de condições de saúde e de estilo de vida dos indivíduos. Mas a escolha de um método anticoncepcional que melhor se adéqüe a cada indivíduo não é uma decisão puramente pessoal. Além de fatores econômicos e sociais, a eficiência da maioria dos métodos anticoncepcionais está intimamente ligada à fisiologia de cada organismo e sua utilização não pode prescindir da orientação e do acompanhamento médico.

A orientação de um ginecologista ou urologista sobre a saúde sexual, particularmente para adolescentes, ajuda a desfazer mitos quanto a práticas consideradas popularmente como anticoncepcionais mas que não garantem qualquer segurança, tais como a ducha vaginal logo após o coito, o uso isolado de espermicida, o coito interrompido e as relações sexuais durante a lactação.

Quando a mulher, o homem ou o casal escolhe um método anticoncepcional com orientação médica, sempre são avaliadas pelo menos cinco condições:

1. a porcentagem de eficácia do método;
2. os efeitos colaterais e as contra-indicações à saúde do(a) paciente;
3. o impacto da gravidez não planejada na vida da mulher ou dos parceiros;
4. a reversibilidade do método e
5. quando se trata do casal, a conscientização de que homem e mulher têm papéis definidos e co-responsabilidades para que a contracepção seja bem-sucedida.

Os métodos anticoncepcionais estão classificados em cinco grupos: naturais, de barreira, hormonais, dispositivos intra-uterinos e cirúrgicos. Na década de 90 foi disponibilizado o contraceptivo pós-coito destinado a mulheres que tiveram relações sexuais sem proteção ou mediante violência. Trata-se de uma medida de emergência contra eventual gravidez e por isso não é um método rotineiro de prevenção.

1. Métodos Naturais ou Comportamentais ( Abstinência Sexual, Muco Cervical, Relação Sem Penetração, Tabelinha e Temperatura Basal) : abster-se de relações sexuais ou manter práticas sexuais que excluem a penetração requer grande disciplina e autocontrole dos parceiros, mas pode contribuir para uma vida sexual francamente insatisfatória. Os demais métodos baseiam-se na observação regular de sinais do organismo que indicam se a mulher está ou não no período fértil. Estes sinais precisam ser anotados em tabelas mensais e em esquemas de escalas de temperatura, ou percebidos pelo tato no caso do exame do muco cervical. São medidas contraceptivas antigas, com alto índice de falha mesmo se os parceiros as seguirem rigorosamente. Ainda recorrem a esses métodos as pessoas que não têm acesso a outras técnicas ou seguem normas morais e religiosas que proíbem o uso de modernos recursos para o controle da natalidade, ficando também bastante expostas a contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST).

2. Métodos de Barreira (Capuz Cervical, Diafragma, Espuma, Creme e Esponja Espermicida, Preservativos Masculino e Feminino): quando utilizados corretamente chegam a um índice de eficácia contraceptiva de até 98%. A eficácia real que leva em conta como o usuário manipula e conserva o produto cai para 85 a 95%. A segurança do método de barreira aumenta consideravelmente quando são combinados preservativos e espermicidas. É também o método que melhor previne as DST.

3. Métodos Hormonais (Adesivos, Anel Vaginal, Implante, Injeção, Micropílula e Pílula): apresentam eficácia próxima a 100%. Em todas as variações deste método é imprescindível o acompanhamento médico, pois altas doses de hormônio são liberadas no organismo e podem resultar efeitos colaterais como sangramento fora do período menstrual, vômitos, dores de cabeça e alterações de peso. Para eliminar ou atenuar esses sintomas cabe ao médico avaliar qual contraceptivo hormonal é indicado para cada paciente. No caso da pílula há maiores contra-indicações (se a mulher for cardiopata, diabética, fumante ou portadora de transtornos hepáticos e circulatórios), mas os riscos diminuem se forem aplicados anticoncepcionais injetáveis, adesivos ou implantes.
4. Dispositivos Intra-uterinos (DIU): seu índice de eficácia se situa entre 98 e 99%. É uma alternativa segura para mulheres que não podem consumir anticoncepcionais hormonais ou que precisam parar de tomá-los por alguns anos. Os modernos DIU são de plástico revestido de cobre, duram entre 5 e 10 anos, devem ser inseridos por um médico e avaliados periodicamente.

5. Métodos Cirúrgicos ou Definitivos (Laqueadura Tubária e Vasectomia): possuem índice de eficácia entre 99,8 e 100%. Na laqueadura tubária é seccionada a tuba uterina de modo que o óvulo não possa implantar-se na parede do útero. Na vasectomia há secção dos ductos deferentes que impedem a passagem dos espermatozóides. Por ser um método de difícil reversibilidade, a medicina orienta ser mais indicado para pessoas que já tenham o número de filhos desejado, que não possam ter filhos por risco à própria saúde, que temam transmitir graves doenças hereditárias, que não suportem os métodos contraceptivos hormonais ou que tenham decidido que suas vidas são totalmente incompatíveis com a paternidade ou maternidade.

Fontes:

Melo, N. R.; Pereira Filho, A. S. – Anticoncepção: Manual de Orientação. Febrasgo, Rio de Janeiro. 1997.

Petta, C. A.; Faundes, A. – Métodos Anticoncepcionais. São Paulo, Contexto, 1998.

Pinho Neto, J. S. (Org.) – Temas Especiais de Anticoncepção: Febrasgo. Rio de Janeiro, Revinter, 1999.

Rubí, M. L. – Los Anticonceptivos. Madrid, Aguilar, 1996.

Anticoncepção. Disponível em: http://www.sogesp.com.br/protocolos/manuais/anticoncepcao. Acessado em 31/10/2004.

Manual de Anticoncepção. Disponível em: http://www.anticoncepcao.org.br/.

Infecção pelo HPV

As Doenças Sexualmente Transmissíveis, também conhecidas por DSTs, podem se manifestar das mais diversas e variadas formas, dependendo do agente etiológico (causador da doença) e da localização, seja órgão sexual feminino ou masculino.

Entre as DSTs, encontramos a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV), que tanto no homem, mas principalmente na mulher, pode causar “verrugas genitais”.

Nos homens esta infecção costuma apresentar-se como verrugas ou placas esbranquiçadas e ressecadas. Já nas mulheres, o papilomavírus pode causar o aparecimento de condiloma (verrugas) tanto na parede da vagina, como também causar alterações mais internas, no colo do útero, difíceis de serem vistas a olho nu.

Contudo, a maior importância desta infecção está na sua relação com o câncer de colo do útero, pois mulheres infectadas com alguns sub-tipos do papilomavírus humano têm mais chances de ter este tipo de câncer.

Hoje em dia, já estão bem estabelecidos alguns fatores de risco para o HPV, ou seja, fatores que, quando presentes, podem aumentar as chances de se contrair esta infecção. São eles: início precoce da atividade sexual, número elevado de parceiros e maior número de relações sexuais. Porém, como em qualquer outra DST, a infecção pelo Papilomavírus pode ser evitada com o uso de presenvativo (camisinha).

O diagnóstico desta infecção é relativamente simples, podendo ser feito com acompanhamento médico-ginecológico de rotina, através do exame do órgão genital bem como do exame de “Papanicolau” nas mulheres . No entanto, não dispensa também, o exame do órgão genital do parceiro.

O tratamento pode ser:

1- Uso de medicações tópicas, soluções e cremes de aplicação no local da lesão, quando esta for de pequena extensão.

2- Tratamento cirúrgico, com utilização de laser para retirada da lesão, nos casos mais graves de infecção (verrugas maiores).

Por último, é importante salientar que tal infecção é transmitida na grande maioria dos casos pelo contato sexual; pode ser evitada com o uso de preservativos e que, o tratamento é relativamente simples, quando a infecção é detectada precocemente através do exame ginecológico de rotina.

Fonte: portal da sexualidade.

Anticoncepcionais

A pílula anticoncepcional comemora 50 anos. Tire suas dúvidas.

Em maio de 1960, uma mulher americana tomava um comprimido que se tornaria um dos mais populares métodos contraceptivos do mundo: a pílula anticoncepcional. A data marcou uma mudança no estilo de vida das mulheres e as presenteou com uma autonomia que, dia após dia, possibilita que as suas conquistas sejam cada vez maiores. Hoje, competem ao lado dos homens no mercado de trabalho, dominam as economias de suas próprias casas e das suas empresas. Algumas se tornaram presidentes, outras não precisam mais esconder a sua preferência sexual. Muitas, porém, ainda têm inúmeras dúvidas quanto ao papel da pílula – que comemora 50 anos!
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Terapia hormonal na menopausa

Terapia hormonal na menopausa

Melhorar sintomas como calor, dor de cabeça, irregularidade menstrual, pele seca, diminuição do desejo sexual e alteração do humor é o objetivo dos diferentes tipos de terapia hormonal (TH) na menopausa. O uso de hormônios pode trazer benefícios surpreendentes, mas a aplicação em cada paciente deve ser estudada para que não haja riscos.
A pesquisa WHI, denominada “Iniciativa para a Saúde das Mulheres”, realizada em 2002 com o apoio do National Institute of Health, nos Estados Unidos, trouxe questões em relação à segurança da terapia. O objetivo foi avaliar a freqüência de infarto, câncer de mama e de cólon, acidente vascular cerebral (AVC), embolia pulmonar e fratura de bacia entre usuárias e não-usuárias de TH.

Para realizar a pesquisa, 27 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa – entre 50 e 79 anos – foram divididas em dois grupos. O primeiro era formado por pacientes que haviam retirado o útero e usavam um tipo de TH. Nessas, o estudo não foi conclusivo quanto a riscos relacionados aos hormônios. No segundo grupo, constituído de mulheres com útero intacto e que usavam outro tipo de TH, verificou-se que o tratamento prolongado com hormônios, por mais de cinco anos, aumentou o aparecimento de câncer de mama e doenças cardiovasculares.

Fazer ou não fazer reposição hormonal?
Mas a questão é: fazer ou não fazer reposição hormonal? Os benefícios podem superar os riscos? Não existe resposta única para isso. “Tudo depende do caso. Com monitoramento adequado e para mulheres sem fatores de risco relacionados ao uso de hormônios, os ganhos podem prevalecer”.

A TH não precisa ser realizada apenas quando a mulher já entrou na menopausa. É possível fazer a terapia durante o climatério, ou seja, quando os sintomas começam a aparecer. Esse período de transição pode durar até cinco anos.

Quando dizer sim

Para começar, a mulher deve ir a uma consulta com o ginecologista, expor os sintomas e analisar seu histórico. Somando isso ao estado de saúde atual da paciente, o médico tem condições de avaliar a indicação da terapia. Quando os sintomas da menopausa são fortes e não há fator de risco, como histórico familiar ou pessoal de câncer de mama, a TH pode ser uma boa opção. Além disso, com a menopausa, a produção de estrógeno diminui radicalmente e, como resultado, há perda óssea. A terapia ajuda a fortalecer os ossos, prevenindo a osteoporose.

Caso haja contra-indicações, o recomendado é evitar a TH, apesar de não ser possível afirmar que a paciente desenvolverá problemas cardíacos ou câncer. Em todos os casos, o assunto é discutido com a paciente e ela decide se está disposta a passar por esse tratamento. Essa opção só pode ser feita quando os riscos e os benefícios são bem calculados, pois há situações em que a mulher deve ser monitorada com maior freqüência durante a terapia. Esse acompanhamento é feito por meio de check-up periódico. A TH pode ser realizada de diversas maneiras: com medicamentos injetáveis, orais ou transdérmicos (adesivos aplicados à pele).

Outra dúvida freqüente é sobre a possibilidade de gravidez no período em que se realiza a terapia. A capacidade reprodutiva da mulher não volta,e a terapia hormonal não é método anticoncepcional. Se a mulher ainda não chegou à menopausa, a chance de gravidez, embora pequena, ainda existe.